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Ney Moura Teles

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As pesquisas do IBOPE em Goiás em 2010

     Louvável a iniciativa de O Popular, entrevistando Márcia Cavallari, diretora-executiva do Ibope Inteligência, para explicar as pesquisas de intenção de votos dos eleitores goianos realizadas pelo instituto. O título da matéria, publicada neste sábado, 6/10, pág. 10, “Pesquisas apontam tendências de momento”, extraído das respostas dadas pela entrevistada, sintetiza sua opinião sobre o que revelam as pesquisas. A análise dessas pesquisas, diferentemente do que ela tentou mostrar, leva à conclusão de que o Ibope errou totalmente em Goiás.

   No primeiro turno, o Ibope fez quatro pesquisas, publicadas nos dias 12 de agosto, 10 e 24 de setembro e 02 de outubro, um dia antes das eleições.

Marconi começou com 45%, caiu para 42% na segunda, oscilou para 43% na terceira, caindo para 40% um dia antes das eleições.

   Ou seja, as pesquisas do Ibope mostraram uma inequívoca tendência de queda de Marconi, acentuada nos últimos dias da campanha. Uma queda de 3 pontos nos últimos dias. O resultado das urnas, divulgado pelo TRE, mostrou Marconi com 46,33% dos votos válidos. Ou seja, a tendência verificada pelo Ibope nas quatro pesquisas, de queda da votação de Marconi, estava escandalosamente errada.
Nessas quatro pesquisas, o Ibope captou bem as tendências em relação às votações de Iris, de 34% a 35%, estável, e de Vanderlan, de 5% a 13%, crescendo, pois as urnas confirmaram 36,38% para Iris e 16,62% para Vanderlan.
Por que o Ibope captou bem as tendências de Iris e Vanderlan e errou grosseiramente em relação às tendências da votação de Marconi?

   Para o segundo turno, só duas pesquisas foram publicadas antes das eleições. Na primeira, em 20 de outubro, Marconi tinha 48%, e na segunda 46%. Iris teve 44% na primeira e 45% na segunda pesquisa, na qual a diferença entre ambos ficou em ínfimo 1 ponto percentual.

   A leitura é clara: Marconi caiu 2 pontos e Iris subiu 1 ponto. A diferença, 10 dias antes das eleições, era de 4 pontos e, 4 dias antes, reduzira-se a 1 ponto. Em seis dias, os movimentos apontados pelo Ibope eram claríssimos. Marconi em queda, Iris em ascensão. Marconi caiu o dobro do que Iris cresceu. Absoluto empate técnico. As curvas de ambos, pela velocidade dos movimentos apontados pelo Ibope, iriam se cruzar provavelmente no dia 30 ou 31. As tendências captadas pelo Ibope mostravam isso.        Como não houve fato novo, nos últimos dez dias antes das eleições, qualquer analista isento, olhando os números do Ibope, não titubearia em apontar Iris como provável vencedor, numa virada anunciada pelas tendências apontadas pelo Ibope.
Iris deve ter acreditado nas tendências mostradas pelo Ibope, tanto que, antes da votação se encerrar, no último dia 31 de outubro, dirigiu-se para o Comitê de campanha, para aguardar o anúncio e celebrar a vitória junto de seus aliados.
As urnas, porém, mostraram exatamente o contrário. Não havia tendência para o empate técnico, ou para disputa apertadíssima, como apontavam os números captados pelo Ibope. A diferença em votos válidos chegou a 5,98%, quase 6 pontos.

Ney Moura Teles é advogado, formado, em 1984, pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. É professor licenciado de Direito Penal do UniCEUB (Centro Universitário de Brasília). Ministrou as disciplinas de Direito Penal I e Direito Penal III. É autor de “Direito Penal”, publicado originalmente pela LED – Editora de Direito, e depois pela Editora Atlas, e adotado em inúmeras faculdades de Direito do país. Foi professor na Escola Superior da Magistratura do Estado de Goiás, na Escola Superior de Magistratura do Distrito Federal e no Instituto Processus, em Brasília.

Um comentario

  1. Oi! Tem um presente pra você em meu blog!

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    O Premio Dardos tem a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor a Web.

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    Abraço!
    Jaqueline Luz!

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